iPhone 3G? Hmmm… sei não… o 2G tem sido melhor compra

Quem já tem um iPhone 2G não está disposto a entrar na era 3G

Juarez Rodrigues/EM/D. A Press
Hamilton recorre ao dock para recarregar a bateria e conectar com áudio e vídeo externos, recurso que não existe no 3G
Nem sempre quem desdenha quer comprar. Brasileiros que já deram um jeitinho para ter um iPhone 2G não estão dispostos a abrir mão de seus atuais aparelhos para entrar na era 3G com o reluzente lançamento da maçã. É o caso do tecnólogo Hamilton Oliveira, que comprou um aparelho da primeira versão do iPhone um mês depois do lançamento nos Estados Unidos. Com facilidade, ele mesmo desbloqueou o aparelho para funcionar no Brasil, com qualquer operadora, e está satisfeito com a versão “ultrapassada” do smartphone.

O modelo nunca foi vendido oficialmente no Brasil, mas quem estivesse disposto a pagar cerca de R$ 1,2 mil no aparelho conseguia facilmente o seu, no mercado informal – de shoppings populares a sites de leilões. Hamilton comprou o dele em Nova York, por US$ 399. “A principal diferença do aparelho 2G para o 3G é o modem interno, capaz de operar em maiores velocidades. É só isso. Aquele frisson todo de videoconferências com a 3G não vai ser aproveitado por usuários do novo iPhone, que não tem câmera frontal. Raramente verifico e-mails. E, para isso, a velocidade do Edge é mais que suficiente”, defende o tecnólogo.

Outro que torce o nariz para o iPhone 3G é o publicitário Daniel Pereira de Andrade Silva. Apesar de ser um inveterado macmaníaco há 10 anos, ele aponta as falhas do novo aparelho – citando novamente a imperdoável ausência da câmera frontal. Amante incondicional de seu iPhone 2G, ele vai dar um tempo antes de comprar um equipamento da terceira geração. “Acho que o 3G vai demorar um pouco para pegar de vez no Brasil, por uma questão estrutural. Prefiro esperar para ver o que vai acontecer”, diz.

O lançamento da Apple não conseguiu reunir atrativos suficientes para fazer com que os atuais usuários do iPhone 2G tenham motivos para migrar para o 3G. E ainda teve mudanças negativas, na opinião de muita gente. A troca do tampo de aço escovado (presente na primeira versão) para o plástico do novo aparelho é um dos problemas, de acordo com Hamilton: “Perde muito em durabilidade, porque o plástico da Apple cede com o tempo, abrindo pequenas rachaduras. A Apple costuma repor a peça, porque entende que esse é um problema do produto, mas mesmo assim é uma falha que não existia com o aparelho 2G”.

Outra questão é que o iPhone 3G, diferentemente de seu antecessor, não vem com a popular dock – acessório que permite a recarga da bateria do aparelho, ao mesmo tempo em que oferece saída de áudio e vídeo. Esse, por exemplo, é o recurso mais usado por Hamilton. “Chego em casa, onde tenho uma rede sem fio, conecto o iPhone à rádio on-line e pronto – ouço música na casa inteira. Sob o pretexto de reduzir o preço, quem comprar o iPhone 3G não vai levar a dock para casa”, pondera.

E também há quem não tenha suportado as angústias da espera pela chegada oficial do iPhone 3G e já incluiu o aparelho nas compras de férias. O empresário Gustavo Carneiro chegou de Hong Kong esta semana, com o novo aparelho em mãos. Ele comprou o produto já desbloqueado, no Stanley Market, conhecido mercado chinês, por US$ 700. Chegando ao Brasil, ele teve problemas com a sincronização de dados com o iTunes, uma das funções do aparelho. “Ainda estou tentando descobrir a causa do problema, mas as atualizações são feitas normalmente e tenho esperança de que vai dar certo, porque muita gente está

conseguindo”, explica.
fonte: uai.com.br

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